ABC Imagem Cardiovasc. 2026; 39(3): e20260109
Avaliação Invasiva do Perfil Hemodinâmico dos Pacientes Críticos: Quando Apenas a Análise Ecocardiográfica É Suficiente
Este Minieditorial é referido pelo Artigo de Pesquisa "Correlação Entre Medidas Hemodinâmicas Invasivas e Ecocardiográficas em Pacientes com Insuficiência Cardíaca com Fração de Ejeção Reduzida".
A investigação da congestão sistêmica e/ou pulmonar em pacientes com insuficiência cardíaca é fundamental para o manejo clínico e a definição prognóstica. Caracterizado pelo acúmulo de fluidos no organismo, esse estado congestivo é a principal causa de internação e readmissão hospitalar em pacientes que apresentam essa condição, tanto nos grupos com fração de ejeção reduzida quanto nos grupos com fração de ejeção preservada, além de estar associado ao aumento da mortalidade. Dessa forma, a identificação precoce e precisa da sobrecarga hídrica é indispensável para orientar a conduta terapêutica, prevenir complicações e otimizar os desfechos clínicos. No entanto, os sinais clínicos convencionais costumam apresentar baixa sensibilidade e especificidade, o que limita a eficácia desses sinais quando utilizados isoladamente no diagnóstico e manejo da doença, tornando necessários métodos complementares para melhor caracterização do quadro clínico.
O uso de ferramentas invasivas para estabelecer parâmetros hemodinâmicos funciona como padrão-ouro para identificar com precisão o grau de congestão, avaliar o desempenho cardíaco, bem como analisar a resistência pulmonar e sistêmica. O emprego de métodos invasivos, particularmente de cateteres do lado direito, tem crescido ao longo dos últimos anos e fornecido informações prognósticas relevantes para orientar o tratamento correto não apenas dos pacientes com disfunção cardíaca, mas também daqueles com outras patologias, sobretudo nos grupos com hipertensão pulmonar.
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Palavras-chave: Cateterismo; Ecocardiografia; Insuficiência cardíaca
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