ABC Imagem Cardiovasc. 2026; 39(1): e20250030
Coexistência de Conexão Venosa Pulmonar Anômala Parcial e Fístulas de Artéria Coronária: Um Relato de Caso Raro
Resumo
Fundamento
A dispneia é um sintoma clínico comum que frequentemente leva à internação hospitalar e está associada a significativa morbidade. Embora geralmente resulte de condições cardiopulmonares prevalentes, anomalias cardiovasculares congênitas raras também podem se manifestar com dispneia. A Conexão Venosa Pulmonar Anômala Parcial (PAPVC) e as Fístulas de Artéria Coronária (FACs) são malformações congênitas incomuns do sistema cardiovascular, cuja presença simultânea é extremamente rara. O reconhecimento precoce dessas anomalias é fundamental para evitar comprometimento hemodinâmico progressivo e orientar estratégias de manejo adequadas.
Apresentação do Caso
Apresentamos o caso de um homem de 55 anos que apresentou início agudo de dispneia com duração aproximada de duas horas. A avaliação clínica inicial e os exames de rotina – incluindo exame físico, ecocardiografia, eletrocardiografia e cateterismo cardíaco direito e esquerdo – levantaram suspeita de uma anomalia cardíaca subjacente, motivando investigação adicional. A subsequente Ressonância Magnética Cardíaca (RMC) e a Tomografia Computadorizada Multidetector (TCMD) revelaram a presença de uma Conexão Venosa Pulmonar Anômala Parcial acompanhada de FACs. Dadas as características não complexas do shunt neste caso, foi tomada uma decisão compartilhada com o paciente de prosseguir com tratamento conservador.
Discussão
A PAPVC e as FACs são entidades raras que devem ser consideradas no diagnóstico diferencial. No entanto, recomendá-las como hipóteses diagnósticas iniciais pode resultar em investigações desnecessárias.
Palavras-chave: Diagnóstico Diferencial; Ecocardiografia; Vasos Coronários
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