ABC Imagem Cardiovasc. 2026; 39(3): e20260096

Strain do Ventrículo Direito na Síndrome Pós-COVID: Recuperação Funcional nem Sempre Significa Recuperação Miocárdica

Barbara Athayde Linhares Martins

DOI: 10.36660/abcimg.20260096

Entre as diversas manifestações cardiovasculares da síndrome pós-COVID-19, poucas permanecem tão desafiadoras quanto a interpretação das alterações persistentes da mecânica ventricular direita. Embora numerosos estudos tenham demonstrado que o ventrículo direito é particularmente suscetível à sobrecarga imposta pela circulação pulmonar durante a fase aguda da infecção, o significado clínico das alterações ecocardiográficas que persistem após a recuperação ainda é incompletamente compreendido.

Sua elevada sensibilidade às variações da pós-carga pulmonar, à hipóxia, à inflamação vascular e à trombose microvascular explica a vulnerabilidade do ventrículo direito ao SARS-CoV-2. Tal fato justifica o crescente interesse pelo strain longitudinal da parede livre do ventrículo direito (right ventricular free-wall longitudinal strain – RVFWLS), atualmente reconhecido como o método ecocardiográfico mais sensível para detectar comprometimento subclínico da função ventricular direita antes do aparecimento de alterações nos parâmetros convencionais.,

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Strain do Ventrículo Direito na Síndrome Pós-COVID: Recuperação Funcional nem Sempre Significa Recuperação Miocárdica

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