ABC Imagem Cardiovasc. 2026; 39(2): e20260034
Como Eu Faço a Avaliação Padronizada da Valva Tricúspide: Uma Análise Contemporânea
Resumo
A insuficiência tricúspide (IT) permanece uma das valvopatias mais frequentes na prática ecocardiográfica. Casos classificados como discretos geralmente não necessitam de investigação adicional ou tratamento específico. Já as valvopatias moderadas e importantes requerem avaliação anatômica e etiológica mais aprofundada, a fim de melhor compreender o mecanismo fisiopatológico.
A análise ecocardiográfica bidimensional é o exame inicial de escolha e deve ser realizada de forma protocolada, com identificação individual das cúspides, utilizando as principais janelas do ecocardiograma transtorácico (ETT). A descrição de parâmetros complementares — como função sistólica do ventrículo direito (VD), deformação miocárdica por strain longitudinal, diâmetros e volumes das câmaras direitas e estimativa das pressões pulmonares — orienta o cardiologista quanto às possíveis estratégias terapêuticas e fornece informações prognósticas relevantes.
Nesse contexto, a diretriz da Sociedade Europeia de Cardiologia (ESC) de 2025 reforça a importância de uma avaliação padronizada e abrangente da valva tricúspide e de suas repercussões hemodinâmicas. Grande parte dessa análise pode ser realizada pelo ETT bidimensional, amplamente disponível na prática clínica.
Palavras-chave: Hipertensão Pulmonar; Insuficiência da Valva Tricúspide; Valva tricúspide
53

