ABC Imagem Cardiovasc. 2026; 39(2): e20260044

Cardiotoxicidade por Quimioterapia na População Pediátrica: Que Singularidades Temos no Acompanhamento por Imagem Cardiovascular?

Jéssica Laureano , Maria do Carmo Menezes Bezerra , Fabiana Gomes Aragão Magalhães , Maria Verônica Câmara dos

DOI: 10.36660/abcimg.20260044

Considerações especiais na população pediátrica,

A visão pediátrica na cardio-oncologia impõe desafios particulares, uma vez que a cardiotoxicidade relacionada ao tratamento oncológico não se limita a um evento agudo, mas representa um processo dinâmico que pode interferir no crescimento e na maturação miocárdica ao longo do tempo. A vulnerabilidade do coração em desenvolvimento, associada à exposição precoce a terapias potencialmente cardiotóxicas, confere a esses pacientes um risco prolongado de disfunção miocárdica progressiva. Nesse contexto, a utilização de estratégias de imagem cardiovascular mais sensíveis, reprodutíveis e integradas torna-se fundamental. A abordagem multimodal, com destaque para a ecocardiografia (e a ressonância magnética cardíaca em situações selecionadas), amplia a acurácia diagnóstica e contribui para melhor estratificação de risco. Adicionalmente, o seguimento longitudinal estruturado, com interpretação baseada na individualização clínica, é essencial para o adequado acompanhamento desses pacientes.

Por fim, a incorporação de fatores genéticos, clínicos e terapêuticos em modelos de risco, aliada ao monitoramento contínuo por imagem, representa uma perspectiva promissora para a medicina de precisão, com o objetivo de reduzir a morbimortalidade cardiovascular e melhorar a qualidade de vida dos sobreviventes do câncer infantojuvenil.

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Cardiotoxicidade por Quimioterapia na População Pediátrica: Que Singularidades Temos no Acompanhamento por Imagem Cardiovascular?

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