ABC Imagem Cardiovasc. 2025; 38(3): e20250053
Panorama da Atuação Profissional em Tomografia e Ressonância Magnética Cardiovascular no Brasil
Resumo
Fundamento:
O diagnóstico por imagem não invasivo nas doenças cardiovasculares vem crescendo em números e relevância nos últimos anos, sendo importante para detecção precoce de doenças cardiovasculares. Há escassez de dados brasileiros sobre disponibilidade dos métodos como tomografia computadorizada (TC) e ressonância magnética cardiovascular (RMC).
Objetivo:
Este estudo avaliou a distribuição regional da prática profissional e da realização desses exames, correlacionando com dados populacionais e número de profissionais atuantes.
Métodos:
Foi feito um levantamento por meio de questionário online aplicado aos profissionais que laudam TC e RMC e comparado aos dados demográficos e número de exames realizados nos sistemas públicos e privados brasileiros.
Resultados:
Um total de 219 profissionais responderam ao questionário, sendo 139 (63,8%) do sexo masculino, 161 (73,9%) cardiologistas e 46 (21,1%) radiologistas. De acordo com a região, nota-se: Sudeste com 125 profissionais (57,3%), Nordeste com 35 (16,1%), Sul com 30 (13,8%), Centro-Oeste com 22 (10,1%) e Norte com 6 (2,8%). O perfil desses profissionais nas diferentes regiões do país é semelhante, não se observando diferenças estatísticas com relação à proporção de homens (p = 0,2451), cardiologistas (p = 0,1325), radiologistas (p = 0,4564), tempo de treinamento > 2 anos (p = 0,8519). O Sudeste apresentou o maior número absoluto de exames e a região Norte o menor número de exames.
Conclusão:
Os dados revelam disparidades estruturais no acesso à imagem cardiovascular no Brasil, no que se refere a números de profissionais e números de exames realizados. As diferentes realidades demográficas e econômicas nas regiões brasileiras estão em consonância com as discrepâncias regionais encontradas neste estudo.
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