Arq Bras Cardiol: Imagem cardiovasc 2025; 38(2): e20250005
Impacto da Ansiedade em Pacientes Referendados ao Ecocardiograma Transesofágico
Este Artigo Original é referido pelo Minieditorial "Impacto da Ansiedade em Pacientes Encaminhados à Ecocardiografia Transesofágica".
Resumo
Fundamento
A ansiedade é um fator importante para experiência do paciente durante procedimentos médicos. O ecocardiograma transesofágico (ETE) é um exame que necessita sedação, podendo exacerbar a ansiedade e influenciar sua prática.
Objetivo
Verificar variáveis que influenciam o grau de ansiedade experienciado por pacientes submetidos ao ETE e sua correlação com a sedação.
Metodologia
Avaliamos pacientes encaminhados para ETE, de ambos os sexos e idade > 18 anos. Foi administrado um questionário de ansiedade (nenhuma, leve, moderada e alta) e coletados dados demográficos, clínicos e fisiológicos. Para efeito de comparação, os pacientes foram divididos em dois grupos: sem ansiedade/ansiedade leve e ansiedade moderada/severa.
Resultados
Estudamos 63 pacientes, 41 (66%) do sexo masculino, a maioria brancos (87,3%), com idade de 52,5 ± 14,7 anos. Somente 35% dos pacientes apresentavam comorbidades, sendo a mais frequente hipertensão arterial (63,6%), e 70% dos pacientes realizavam o ETE pela primeira vez. A principal indicação para sua realização foi valvopatia (30%). A maior parte dos pacientes (62%) apresentava algum grau de ansiedade: 25 (40%) apresentavam ansiedade leve, 10 (16%) moderada e 4 (6%) de alto grau. Pacientes com ansiedade moderada/severa (p = 0,03) e pacientes mais jovens (p = 0,001) necessitaram maior dose de midazolam para sedação.
Conclusão
A ansiedade em pacientes referendados para ETE é comum e parece ser menos influenciada por variáveis clínicas. Porém, concluiu-se que pacientes mais ansiosos e mais jovens necessitam de maior quantidade de sedação.
Palavras-chave: Ansiedade; Ecocardiografia; Ecocardiograma; Sedação Consciente
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