Arq Bras Cardiol: Imagem cardiovasc. 2024; 37(3): e20240044

Como Eu Faço Tomografia Computadorizada e Ressonância Magnética Cardiovasculares na Avaliação dos Pseudotumores Cardíacos: uma Breve Revisão

Roberto Vitor Almeida , Bruno Maeda , Eduardo Kaiser Ururahy Nunes , Lucas de Pádua Gomes de , Walther Yoshiharu , José de Arimatéia Batista Araújo

DOI: 10.36660/abcimg.20240044

Resumo

As lesões pseudotumorais cardíacas são condições não neoplásicas que muitas vezes são negligenciadas no diagnóstico diferencial das massas cardíacas. Apresentam quadro clínico variável, podendo ser assintomáticas ou causar complicações como restrição ao enchimento ventricular e obstrução da via de saída. O ecocardiograma é o método de imagem de primeira linha, mas possui limitações como dependência da janela acústica e variabilidade interoperadoras. No entanto, uma abordagem multimodalidade, incluindo TC e RM, é essencial para a busca de um diagnóstico preciso. A TC, com excelente resolução espacial, permite detalhamento anatômico, avaliação de calcificações e gordura intralesionais, além de contribuir para o planejamento terapêutico. A RM é preferida para a caracterização tecidual e diferenciação entre lesões benignas e malignas. Estruturas anatômicas normais, como a valva de Eustáquio e a rede de Chiari, podem ser confundidas com trombos ou tumores, exigindo sua correta identificação. Trombos são comuns em pacientes com fibrilação atrial ou doença valvar mitral, sendo a RM importante para diferenciá-los de neoplasias. Outras condições pseudotumorais incluem vegetação, gossipibomas, calcificação caseosa do anel valvar mitral, hipertrofia lipomatosa do septo interatrial. A integração de modalidades avançadas de imagem cardiovascular é fundamental para o diagnóstico e manejo dessas lesões, otimizando o cuidado dos pacientes.

Como Eu Faço Tomografia Computadorizada e Ressonância Magnética Cardiovasculares na Avaliação dos Pseudotumores Cardíacos: uma Breve Revisão

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