Arq Bras Cardiol: Imagem cardiovasc. 2024; 37(3): e20240065

Teratoma Intrapericárdico Fetal: Desafio Diagnóstico e Terapêutico

Marcia Ferreira Alves , Rodrigo Ferreira Alves , Fernanda Ferreira Alves , Silvio Henrique

DOI: 10.36660/abcimg.20240065

Introdução

Os tumores cardíacos primários são raros em todos os grupos etários, admitindo-se incidência de 0,002% a 0,3% em séries de autópsias. No período pré-natal, os tumores cardíacos são bastante incomuns e podem ser achados incidentais em avaliação ecográfica de rotina, o que se tornou mais frequente com a ampla utilização dos métodos de imagem nas últimas décadas. A ecocardiografia fetal é a principal ferramenta para o diagnóstico detalhado da anatomia e função cardíaca desde o final do primeiro trimestre até o termo., Em vida fetal, os tumores mais encontrados são os primários benignos, que incluem os rabdomiomas (os mais frequentes), além de teratomas, fibromas, hemangiomas e mixomas. O achado de tumores primários malignos (como o rabdomiossarcomas e fibrossarcomas) ou metastáticos é excepcional. No feto, os tumores cardíacos podem ser assintomáticos ou cursar com complicações, tais como arritmias, hidropisia, obstrução dos fluxos de entrada ou saída dos ventrículos, insuficiência cardíaca e óbito.

Os teratomas, embora usualmente benignos, podem ter origem embrionária em uma ou mais das 3 lâminas germinativas, o que determina histologia complexa, com a possibilidade de áreas simultâneas de tecido maduro e imaturo. Os teratomas intrapericárdicos são tumores de baixa incidência, mas que frequentemente invadem mediastino e comprimem estruturas adjacentes, levando ao óbito. Apresentamos um caso de teratoma intrapericárdico diagnosticado em um feto de 22 semanas de gestação.

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Teratoma Intrapericárdico Fetal: Desafio Diagnóstico e Terapêutico

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