Arq Bras Cardiol: Imagem cardiovasc 2020; 33(1): 1-4
Strain Longitudinal Bidimensional e Amiloidose Cardíaca: Série de Casos
DOI: 10.5935/2318-8219.20200009
Resumo
Introdução
O acometimento cardíaco em pacientes com amiloidose sistêmica indica pior prognóstico. Além disso, o diagnóstico é tardio, pois seus sinais e sintomas são inespecíficos. O strain longitudinal bidimensional tem se mostrado importante preditor de eventos cardíacos. Relatamos quatro casos de pacientes com amiloidose cardíaca submetidos ao strain longitudinal bidimensional e à ressonância magnética cardíaca, para comparação e confirmação diagnóstica.
Relatos dos casos
Foram avaliados os prontuários de quatro pacientes com amiloidose cardíaca admitidos em 2017 em um hospital terciário. A preservação da deformidade miocárdica nos segmentos apicais (apical sparing) do ventrículo esquerdo no strain longitudinal bidimensional foi encontrada em todos os pacientes estudados. A ressonância magnética cardíaca evidenciou realce tardio predominantemente subendocárdico, mesocárdico difuso e circunferencial em todos pacientes relatados.
Discussão
Diante do espectro de manifestações clínicas da amiloidose cardíaca, a insuficiência cardíaca foi a mais prevalente dentre os pacientes relatados. A ressonância magnética cardíaca mostra padrões de espessamento miocárdico e realce tardio subendocárdico. Ao strain longitudinal bidimensional, é possível observar a preservação da deformidade nos segmentos apicais, associada à redução significativa da deformidade nos segmentos basais e médios do ventrículo esquerdo. O exame também possibilita o diagnóstico diferencial com a miocardiopatia hipertrófica. Os achados ao strain longitudinal bidimensional foram condizentes com os da ressonância magnética cardíaca, o que reforça seu valor na detecção precoce da condição.
Palavras-chave: Amiloidose; Cardiomiopatia Hipertrófica; Manutenção preventiva; Ressonância Magnética Nuclear
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