Arq Bras Cardiol: Imagem cardiovasc. 2024; 37(4): e20240114
Quantificação da Fibrose Miocárdica pela Ressonância Magnética Cardíaca: Avanços, Impactos e Perspectivas
A ressonância magnética cardíaca (RMC) tem se consolidado como uma ferramenta fundamental para o diagnóstico e manejo das cardiomiopatias, especialmente pela sua precisão na caracterização tecidual, identificação e quantificação da fibrose miocárdica., A técnica de realce tardio (RT) miocárdico (LGE, do inglês late gadolinium enhancement) permite uma avaliação precisa, identificando áreas de fibrose miocárdica e serve para caracterizar, localizar e quantificar. Nos últimos anos, o papel do RT na estratificação de risco de pacientes com cardiomiopatia hipertrófica (CMH) e de outras cardiomiopatias genéticas tem sido objeto de diversos estudos, que buscam correlacionar a presença e a extensão da fibrose miocárdica com o risco de morte súbita cardíaca (MSC) e eventos cardiovasculares maiores.–
Diferentes técnicas hoje são utilizadas para adquirir, analisar e quantificar o RT por RMC. A presença de RT é baseada na retenção diferencial do gadolínio nos tecidos, sendo absorvido preferencialmente em áreas de fibrose, onde o tecido cicatricial é alterado devido à presença de colágeno. As técnicas de aquisição do RT hoje são rápidas, seguras e podem ser feitas sem a necessidade de longas pausas respiratórias, como feitas no passado, com resolução e definição de imagens progressivamente melhores. Para quantificação das áreas de fibrose, hoje são disponíveis diferentes softwares que permitem de forma semiautomatizada a quantificação adequada.
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Palavras-chave: Cardiopatias; Fibrose endomiocárdica; Imageamento por ressonância magnética
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