Arq Bras Cardiol: Imagem cardiovasc. 2024; 37(4): e20240117

Mudanças Climáticas e Imagem Cardiovascular: Desafios e Oportunidades

Eduardo Galvão , José Arimateia Batista , Cesar Higa

DOI: 10.36660/abcimg.20240117

As mudanças climáticas têm efeitos diretos e indiretos na saúde humana. A crescente incidência e intensidade de eventos climáticos extremos estão diretamente associadas a desfechos adversos de saúde, incluindo eventos cardiovasculares, e ao aumento na demanda e nos gastos dos sistemas de saúde globalmente. Populações vulneráveis, como idosos e pessoas com condições cardiovasculares e respiratórias preexistentes, enfrentam riscos aumentados devido às variações de temperatura e à baixa qualidade do ar. Além disso, as altas temperaturas também limitam a prática de exercícios ao ar livre, com potenciais efeitos prejudiciais a longo prazo para a saúde cardiovascular. Em um país como o Brasil, onde as disparidades econômicas frequentemente expõem as populações de baixa renda a níveis mais elevados de poluição e a menor acesso à saúde, os impactos das mudanças climáticas na saúde cardiovascular são motivo de preocupação crescente nas comunidades médica e científica.

Por outro lado, o setor de assistência à saúde é responsável por quase 5% das emissões de gases de efeito estufa (GEE) no planeta, com contribuição significativa dos exames gerais de imagem e testes diagnósticos cardiovasculares. Enfrentamos assim um desafio duplo: melhorar os desfechos em saúde cardiovascular da população enquanto reduzimos a pegada ambiental de nossos exames. Embora os avanços nas tecnologias de imagem cardiovascular tenham indubitavelmente melhorado a nossa acurácia diagnóstica e os desfechos de nossos pacientes, tais benefícios vieram acompanhados de custos financeiros e ambientais consideráveis.

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