ABC Imagem Cardiovasc. 2025; 38(3): e20250059

Entre o Fisiológico e o Patológico: Quando o Coração do Atleta Exige Mais do que Admiração

Antonio Amador Calvilho , Julia Galetto , Maria Eduarda da Silva , Joao Nádson Granja , Beatriz Moraes dos Santos

DOI: 10.36660/abcimg.20250059

A crescente participação de indivíduos em atividades esportivas de alta intensidade tem ampliado o papel da cardiologia na triagem e acompanhamento de atletas. A Morte Súbita Cardíaca (MSC), ainda que rara, reverbera fortemente na sociedade. Nesse contexto, a ecocardiografia assume um papel central, sendo o principal exame de imagem para diferenciar o coração do atleta de miocardiopatias estruturais.

O exercício prolongado e intenso induz alterações fenotípicas e fisiológicas adaptativas que melhoram a capacidade do miocárdio de suprir a demanda de oxigênio. Essas adaptações, conhecidas como “coração do atleta”, são extensamente estudadas pois precisam ser diferenciadas de doenças cardiovasculares potencialmente fatais. O Coração do atleta compartilha características fenotípicas com diversas condições patológicas, como a Cardiomiopatia Hipertrófica (CMH), a Cardiomiopatia Dilatada (CMD) e a Cardiomiopatia Arritmogênica do Ventrículo Direito (CAVD). Os cardiologistas precisam estar atentos a essas sobreposições para diagnosticar corretamente e prevenir desfechos graves, especialmente em indivíduos jovens e aparentemente saudáveis, que podem não apresentar sintomas até se envolverem em exercício intenso. Ao mesmo tempo, é igualmente importante reconhecer e distinguir as alterações cardíacas adaptativas normais ao exercício, a fim de fornecer triagem precisa e orientação adequada a jovens atletas de elite.

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Entre o Fisiológico e o Patológico: Quando o Coração do Atleta Exige Mais do que Admiração

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