Arq Bras Cardiol: Imagem cardiovasc 2017; 30(3): 87-91
Comparação entre Técnicas de Block-Matching e Optical Flow na análise do Strain pela Ecocardiografia
DOI: 10.5935/2318-8219.20170019
Resumo
Introdução
Diferentes tecnologias têm sido utilizadas para avaliar a função sistólica do ventrículo esquerdo.De particular interesse, está a ecocardiografia com strain bidimensional (2DSTE). Dois métodos diferentes têm sido usados para quantificar a deformação miocárdica (strain miocárdico) pela 2DSTE: block matching e optical flow. Ambos estão presentes em ecocardiógrafos comercialmente disponíveis. Entretanto, não há consenso a respeito se as medidas do strain longitudinal por estes métodos são sobreponíveis.
Objetivo
Comparar os valores de pico do strain miocárdico longitudinal obtidos através da 2DSTE pelos dois diferentes métodos (block matching x optical flow).
Método
Foram realizadas as medidas do strain em 16 segmentos miocárdicos do ventrículo esquerdo, conforme orientação da Sociedade Americana de Ecocardiografia pela técnica do block matching (Vivid 7, GE, Horten, Noruega) e, imediatamente após, pela técnica do optical flow (My Lab 60, Esaote, Florença, Itália) de forma randomizada e seus valores foram comparados.
Resultados
Houve 28 indivíduos com idade 27,9 ± 7,7 anos, sendo 50% do sexo masculino e todos com fração de ejeção superior a 55%. A medida do strain longitudinal global foi maior pela técnica de block matching (p = 0,02). Na análise dos 16 segmentos, houve 10 segmentos com valores diferentes, em especial os segmentos apicais.
Conclusão
Os valores do strain miocárdico longitudinal obtidos por métodos diferentes não são sobreponíveis e devem ser usados com cautela. Sendo assim, valores de normalidade também variam de acordo com o fabricante e o método utilizado. (Arq Bras Cardiol: Imagem cardiovasc. 2017;30(3):87-91)
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