Arq Bras Cardiol: Imagem cardiovasc. 2024; 37(2): e20240040

Como Eu Faço a Avaliação de Massas Cardíacas pelo FDG PET/CT

Simone Cristina Soares , João Marcelo Duarte Ribeiro , Emanuel Davi Lima de Matos , Lara Cristiane Terra Ferreira , Adriana Soares Xavier de

DOI: 10.36660/abcimg.20240040

Resumo

As massas cardíacas são formações sólidas de etiologia variável, sendo fundamental o diagnóstico acurado, sobretudo nas de natureza maligna, que estão associadas à pior prognóstico. Em decorrência dessa diversidade, frequentemente é necessário associar diferentes métodos de imagem na sua investigação. Os métodos convencionais de imagem cardiovascular incluem o ecocardiograma transtorácico, a ressonância magnética e a tomografia cardíaca, que permitem caracterizar aspectos anatômicos e repercussões hemodinâmicas associadas à massa. No entanto, em decorrência de suas limitações, maior precisão no estudo etiológico da massa é alcançada quando a Medicina Nuclear é associada à propedêutica, através da tomografia por emissão de pósitrons associada a tomografia computadorizada com a fluordeoxiglicose-Flúor-18 (FDG PET/CT). Suas especificidades incluem a eficácia na avaliação da atividade metabólica das massas cardíacas, especialmente na diferenciação entre benignas e malignas, na capacidade de indicar o melhor sítio de biópsia e de estadiar o corpo inteiro. O valor máximo do Standardized Uptake Value (SUVmax) é usado como parâmetro quantitativo do grau de captação de FDG pela massa, sendo um SUVmax elevado sugestivo de malignidade. A interpretação dos achados da FDG PET/CT deve ser feita em conjunto com a clínica e as imagens convencionais para uma conclusão mais assertiva. Desse modo, a abordagem multimodal, especialmente com a inclusão da FDG PET/CT, permite uma diferenciação mais precisa entre massas cardíacas benignas e malignas, contribuindo para o manejo adequado do paciente.

Como Eu Faço a Avaliação de Massas Cardíacas pelo FDG PET/CT

Comentários

Ir para o conteúdo