Arq Bras Cardiol: Imagem cardiovasc. 2022; 35(3): ecom22
Como Eu Faço Ultrassom de Pulmão para Avaliar Congestão
DOI: 10.47593/2675-312X/20223503ecom22
Introdução
No diagnóstico de dispneia progressiva ou aguda, a história clínica e o exame físico, acrescido de um exame de ultrassom focado, podem ser capazes de acelerar o diagnóstico apropriado e o tratamento adequado do paciente. Particularmente, a presença de líquido extravascular pulmonar é detectada facilmente com o ultrassom de pulmão (USP). Pivetta et al. observaram alta acurácia para detecção de congestão pulmonar utilizando avaliação clínica e presença de linhas B pelo USP, inclusive superior até que a dosagem de peptídeo natriurético tipo B.
A utilidade do USP nas urgências foi descrita mais tardiamente que outras modalidades de ultrassom, já na década de 1980, em pacientes de unidade de terapia intensiva. Com a experiência acumulada, o USP provou ser útil não somente para o diagnóstico de congestão, mas também para estratificação de risco no infarto do miocárdio e na insuficiência cárdica congestiva (ICC) aguda.A técnica para os ecocardiologistas é de fácil aprendizado e requer o deslocamento do transdutor somente alguns centímetros da janela habitual utilizada no ecocardiograma.
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Palavras-chave: Dispneia; Pulmão; Ultrassonografia
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