Arq Bras Cardiol: Imagem cardiovasc 2018; 31(4): 252-257

Avaliação de Refluxos Paraprotéticos por meio da Ecocardiografia Transesofágica Tridimensional com Doppler Colorido

Rodrigo Tobias , Gustavo , Guilherme Barreto Gameiro , David Costa de Souza Le , Rodrigo Bellio de Mattos , Dymitri , Magaly , Jorge Eduardo , Carlos Augusto Cardoso , Alexandre

DOI: 10.5935/2318-8219.20180039

Resumo

Fundamento

Os refluxos paraprotéticos são complicações comuns após cirurgia de troca valvar. A quantificação da gravidade, a localização e a morfologia dos refluxos paraprotéticos podem ser demonstradas por meio da ecocardiografia transesofágica tridimensional.

Objetivo

Avaliar a correlação entre gravidade da regurgitação paravalvar, avaliada pela ecocardiografia tradicional bidimensional,usando a largura da vena contracta, e as medidas derivadas da avaliação pela ecocardiografia transesofágica tridimensional (comprimento, largura e área); avaliar o sucesso terapêutico da oclusão de refluxos paraprotéticos, guiada por ecocardiografia transesofágica tridimensional, e a correlação entre as medidas desta e as dos dispositivos para oclusão percutânea.

Método

Estudo retrospectivo de 11 pacientes consecutivamente submetidos ao tratamento percutâneo de refluxos paraprotéticos entre 2014 e 2015, avaliados por meio de ecocardiografia transtorácica e ecocardiografia transesofágica tridimensional, no pré-operatório e no intraoperatório.

Resultados

De um total de 20 refluxos paraprotéticos, 18 apresentaram sucesso técnico imediato. Não houve correlação entre as medidas da vena contracta bidimensional e as derivadas da ecocardiografia transesofágica tridimensional.Houve correlação forte entre o comprimento do defeito pela ecocardiografia transesofágica tridimensional e o comprimento do dispositivo para oclusão percutânea (rho = 0,929; p < 0,001), além de correlação moderada entre a área do defeito e a do dispositivo para oclusão percutânea (rho = 0,682; p = 0,002). Não houve correlação entre a largura do dispositivo para oclusão percutânea e a do defeito medida pela ecocardiografia transesofágica tridimensional (rho = 0,440; p = 0,067).

Conclusão

Não houve correlação entre a medida da vena contracta bidimensional e as medidas derivadas da ecocardiografia transesofágica tridimensional. A escolha dos dispositivos para oclusão percutânea baseada nas medidas da ecocardiografia transesofágica tridimensional apresentou alta taxa de sucesso imediato, com ótima correlação entre o comprimento dos defeitos e dos dispositivos para oclusão percutânea. A correlação entre as áreas foi boa e não houve correlação entre as larguras. (Arq Bras Cardiol: Imagem cardiovasc. 2018;31(4):252-257)

Avaliação de Refluxos Paraprotéticos por meio da Ecocardiografia Transesofágica Tridimensional com Doppler Colorido

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